Música y poesía de que te cagas. Chico Buarque.
CONSTRUÇÁO
Amou daquela vez como se fosse a última/ Beijou sua mulher como se fosse a última / E cada filho seu como se fosse o único / E atravessou a rua com seu passo tímido / Subiu a construção como se fosse máquina / Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo com tijolo num desenho mágico / Seus olhos embotados de cimento e lágrima / Sentou pra descansar como se fosse sábado / Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe / Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago / Dançou e gargalhou como se ouvisse música / E tropeçou no céu como se fosse um bêbado / E flutuou no ar como se fosse um pássaro / E se acabou no chão feito um pacote flácido / Agonizou no meio do passeio público /Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último / Beijou sua mulher como se fosse a única /E cada filho como se fosse o pródigo / E atravessou a rua com seu passo bêbado / Subiu a construção como se fosse sólido / Ergueu no patamar quatro paredes mágicas / Tijolo com tijolo num desenho lógico / Seus olhos embotados de cimento e tráfego / Sentou pra descansar como se fosse um príncipe / Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo / Bebeu e soluçou como se fosse máquina / Dançou e gargalhou como se fosse o próximo / E tropeçou no céu como se ouvisse música / E flutuou no ar como se fosse sábado / E se acabou no chão feito um pacote tímido / Agonizou no meio do passeio náufrago / Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina / Beijou sua mulher como se fosse lógico / Ergueu no patamar quatro paredes flácidas / Sentou pra descansar como se fosse um pássaro / E flutuou no ar como se fosse um príncipe / E se acabou no chão feito um pacote bêbado / Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado...
(Un regalo de "aprendiendo del mundo")

Bienvenido a mi blog, a mi casa, que es la tuya. Aquí iré poniendo cosas que me gusten de las que vea por ahí, o "vomitando" lo que a mí me salga de las tripas, o de las meninges, como le sale a esa simpática calabaza, y que no tiene que ser necesariamente ofensivo....
2 comentarios
Pues que regalos más bonitos te hacen...
No sabía quien era, pero tras escucharlo me he dado cuenta de que esto se escuchaba en casa hace años.
Qué tiempos...
6 jul 2006 | 03:15 PM
Es muy bueno Chico Buarque, Marta. Yo confieso que no lo conocía mucho, me sonaba su cara y esta canción, pero cuando pude ver la letra, el hermoso poema con el que acompaña a su hermosa música, a su privilegiada voz, me quedé de pasta de boniato. En serio, me quedé gratamente sorprendido, impresionado diría yo..Ahora ya, quiero conocer más a Chico Buarque.
6 jul 2006 | 07:07 PM
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